ORGANIZAÇÃO E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
RESUMO
Este trabalho é um levantamento de dados históricos
sobre a Educação Infantil, tanto no Brasil quanto no exterior. Através da
Atividade Prática Supervisionada, podemos entender o mecanismo de pesquisa
histórica, bem como os fundamentos e métodos da educação ao longo de
incansáveis lutas dos educadores e modificações de políticas públicas. Tabelas
cronológicas, resenhas críticas e exemplos de jogos infantis são os pilares do
presente trabalho. Esse trabalho tem por objetivo analisar os fatos históricos
correspondentes a Educação Infantil e refletir a respeito dos métodos de ensino
no ciclo básico.
Palavras-Chave: Educação Infantil, ambiente escolar,
brincadeiras, jogos, infância.
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO.. 5
2.TABELA CRONOLÓGICA: A EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA NO
SÉCULO XX.. 6
3.TABELA CRONOLÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL.. 7
4.RESENHA CRÍTICA: PROCESSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO
INFANTIL NA EUROPA E NO BRASIL 8
5.A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO
INFANTIL.. 10
6.ESTÍMULOS COGNITIVOS ATRAVÉS DAS BRINCADEIRAS E JOGOS. 10
7.BRINCADEIRAS NA INFÂNCIA: brincadeira Caixa de
Surpresas. 11
8.PROCEDIMENTOS E MATERIAIS DA BRINCADEIRA CAIXA DE
SURPRESA. 12
9.RESUMO: livro–texto (PLT) - OLIVEIRA, Zilma R. de
(org.). Educação infantil: fundamentos e métodos. 7ª ed. São Paulo: Cortez,
2011. 12
10. SÍNTESE:
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS
ESPECIAIS (1998). 14
1.
INTRODUÇÃO
A
Educação Infantil possui características marcantes de vários séculos de
transformações na sociedade, desde valores sociais, institucionais e políticas.
Durante os discursos morais e políticos, alguns pesquisadores, como Montessori,
Decroly, etc, desenvolviam estudos sobre o desenvolvimento infantil, integrando
as diversas áreas humanas. Esses estudiosos abordaram assuntos mais variados,
como o desenvolvimento psicológico, social, afetivo e psicomotor das crianças,
abriram instituições de ensino e desenvolveram divers técnicas para a
alfabetização dos jovens.
Ao
longo do tempo em que as políticas públicas e educadores debatiam as melhores
condições para a Educação Infantil, surgiram diversas convergências e
divergências, sanadas posteriormente por legislação, como as leis nº 11.274/2006, e nº 11.700/2008 e a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação que asseguram condições mínimas para a educação,
tanto na questão de horas, séries, poderes e deveres na gestão escolar. As
metodologias praticadas na educação de jovens, atualmente refletem em melhorias
contínuas, e principalmente na elaboração de políticas institucionais que
adequam a inclusão social,
comunidades do entorno das escolas e mais participação das famílias.
Este
trabalho visa à pesquisa histórica da Educação Infantil, seus genitores e
transformadores, as políticas públicas praticadas. Não menos importante, o
trabalho aborda as brincadeiras e jogos no universo infantil, que se modificam
conforme a época, mas muitas ainda resistem e fazem do ambiente escolar um
espaço lúdico, de convivência integrada entres os aspectos principais para o
desenvolvimento da criança.
2.
TABELA
CRONOLÓGICA: A EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA NO SÉCULO XX
EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA: SÉCULO XX
|
PESQUISADORES
|
CONTRIBUIÇÃO
|
Ovídio
Decroly (1871-1932)
|
Sistematização
de atividades para crianças pequenas com uso de materiais especialmente
confeccionados. Defendia o desenvolvimento do intelecto da criança e o
desenvolvimento integral.
|
Maria Montessori
(1879-1952)
|
Sistematização
de atividades para crianças pequenas com uso de materiais especialmente
confeccionados. Via com interesse uma educação que ocupasse com o
desenvolvimento da espiritualidade ressaltando o aspecto biológico para a confecção
de materiais para as faixas etárias.
|
Devido à primeira guerra mundial, os médicos e
sanitaristas estiveram mais presentes nas instituições fora das famílias.
Pela precariedade da saúde durante a guerra, foram instituídas as
instituições de saúde, visando à diminuição da mortalidade infantil.
|
PESQUISADORES
|
CONTRIBUIÇÃO
|
Vygotsky
|
Atestava que
a crianças é introduzida na cultura por parceiros mais experientes.
|
Wallon
|
Destacava o
valor da afetividade na diferenciação que cada criança aprende a fazer entre
si mesma e os outros. O comportamento infantil deveria ser interpretado, e
não meramente observado.
|
Piaget
(1896-1980)
|
Avança nos estudos sobre
o desenvolvimento cognitivo, demonstrando que o desenvolvimento é resultado
de dois fatores, o externo e o interno.
|
Celestin
Freinet
(1896-1966)
|
Para ele, a
educação que a escola dava as crianças deveria extrapolar os limites da sala
de aula e integrar-se às experiências por elas vividas em seu meio social.
|
No século XX o Movimento das Escolas Novas representou
o início ao respeito à fase infantil do indivíduo, pensando no aspecto
infantil sem a necessidade de preparação para a fase adulta.
|
PESQUISADORES
|
CONTRIBUIÇÃO
|
Emília Ferreiro
|
Destaca-se por sua
importante contribuição à educação, por ter desenvolvido uma concepção
diferente dentro do processo de alfabetização, enfatizando a escrita e a
leitura.
|
No século XX os antropólogos e sociólogos discutiam as privações
culturais, organização do trabalho e educação infantil. No mesmo período
ocorreu à profissionalização doméstica, tendo como a mãe uma profissional do
lar, enquanto algumas trabalhavam nas fábricas, outras tomavam conta das
crianças.
|
Tabela 1
3.
TABELA
CRONOLÓGICA EDUCAÇÃO
INFANTIL NO BRASIL
EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL
|
SÉCULO XIX - PRINCIPAIS AGENTES DO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
|
SÉCULO XX - PRINCIPAIS
AGENTES DO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
|
Meados do
século XIX não existiam instituições no Brasil, como creches e parques
infantis.
|
Século XX -
intensificação da industrialização e centralização nos centros urbanos.
|
O período da
abolição da escravatura e proclamação da República contribuiu para o
desenvolvimento cultural e tecnológico.
|
Trabalho
feminino nas indústrias, separação dos filhos pequenos e agrave em problemas
sociais.
|
Iniciativas
de proteção à infância, devido ao combate a mortalidade infantil. Criação de
asilos e internatos destinados às crianças pobres.
|
Empresários
investiram em creches para os filhos das empregadas, iniciando um vinculo com
benefícios para ambos. Mas sem conotação educativa para as crianças.
|
Final do
século XIX, a elite da sociedade assimilou os preceitos educacionais do
Movimento das Escolas Novas, pela influencia europeia e americana.
|
Década de 20
e 30 reivindicações por melhorias de trabalho e condições educacionais para
os filhos.
|
Em 1862, Emília Erichsen criava o primeiro jardim
de infância, em Castro, Paraná.
|
Em 1923 a primeira regulamentação sobre o
trabalho da mulher, prevendo instalações de creches próximas ao ambiente de
trabalho.
|
Em 1875 no
Rio de Janeiro e 1877 em São Paulo, foram criados os jardins de infância,
pelas entidades privadas para os afortunados.
|
Em 1932
surgiu o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, defendendo um amplo leque
na educação.
|
Rui Barbosa,
em 1882 apresentou o projeto de reforma da instrução no país.
|
Entre 1930 e
1945, durante a era Vargas, foi resguardado os direitos dos trabalhadores
pela criação da CLT (1943).
|
Em 1885 no
Rio de Janeiro ocorreu a Exposição Pedagógica, que foi interpretada pelas
elites como prejudiciais, pela ideia de separar os filhos das mães muito
cedo.
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Em 1961 foi
aprovada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
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1889 - Proclamação
da Republica
|
Década de 60,
instalação de o governo militar, modificando todo o sistema educacional e
social.
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1896- Criação
do jardim de infância da escola normal Caetano de Campos em São Paulo.
|
Em 1971, a
nova legislação sobre o ensino
(Lei 5692), dispôs o seguinte: Os sistemas velarão para que as crianças de
idade inferior a 7 anos recebam educação em escolas maternais, jardins de
infância ou instituições equivalentes.
|
1899 -
Fundação do Instituto de Proteção e Assistência a Infância, em 1919, a
Fundação do Departamento da Criança, de iniciativa governamental devido a
preocupação com a saúde púbica
|
Entre 1970 e
1980 foram implantados e debatidos diversos métodos educacionais, inclusive o
problema da privação cultural.
|
1908 -
Investimento em novas escolas infantis, de ensino primário.
|
Nas décadas
de 80 e 90, em consequência do debate a respeito da importância de fornecer a
todas as crianças estímulos cognitiva, começaram a ser apresentados programas
de educação pela televisão, como o Rá-Tim-Bum.
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1988
-Constituição Federal – Aborda a cidadania, organização social, distribuição
de responsabilidades do setor público, educação, saúde e segurança no âmbito
nacional, bem como direitos e deveres do cidadão.
|
A partir de
1990, houve investimentos nas áreas educacionais na pré-escola, ensino
fundamental e médio.
|
Em 1996, s
estabeleceu a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96), ampliando
os conceitos da educação e a sua aplicação devida a todos.
|
2000 – SENSO:
Os censos populacionais constituem a única fonte de informação sobre a
situação de vida da população nos municípios e localidades. As realidades
locais, rurais ou urbanas, dependem dos censos para serem conhecidas e
atualizadas. Os censos produzem informações imprescindíveis para a definição
de políticas públicas estaduais e municipais e para a tomada de decisões de
investimento, sejam eles provenientes da iniciativa privada ou de qualquer
nível de governo.
|
2006 - Lei nº 11.274/2006 - Ens. Fund. 9 anos: amplia
o Ensino Fundamental para nove anos de duração, com a matrícula de crianças
de seis anos de idade e estabelece prazo de implantação, pelos sistemas, até
2010
|
2008 - Lei nº 11.700/2008 e outras providências: para assegurar vaga na escola pública de educação
infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda
criança a partir dos 4 (quatro) anos de idade.
|
Em 2009,
ocorreu a aprovação da nova diretriz curricular nacional para a educação
infantil (Parecer, CNE/CEB n° 20/09 e resolução CNE/CEB n° 05/09), com
proposta de promover o desenvolvimento infantil de maneira integral. Crianças
de 0 a 5 anos.
|
2011 – NOVO
PNE: é composto por 12 artigos e um anexo com 20 metas para
a Educação.
|
2013 - Lei 12.796/2013 - Obrigatoriedade da educação Básica de 4 a 17
anos: dispõe sobre a educação básica,
carga horária, avaliação, intervenção do Ministério da Educação, habilitação
de profissionais educadores.
|
Tabela 2
4.
RESENHA CRÍTICA:
PROCESSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA E NO BRASIL
Durante o século XX, a Educação Infantil ainda estava
em desenvolvimento, através de pesquisadores como Ovídio Decroly e Maria
Montessori. A conotação da Educação Infantil era a saúde e a higienização da
população, em meio a pouca tecnologia e legislação pertinente. A sistematização
de atividades para crianças pequenas estavam enquadradas na utilização de brinquedos
específicos, tanto para desenvolvimento da criança quanto para aspectos
sociais, tais como brincadeiras e jogos.
Outros
pesquisadores desenvolviam teorias, que envolviam a psicologia infantil e as
questões sociais. Nesse período, não houve avanços na educação, até porque os
alfabetizados e letrados eram os mais afortunados. Creches, jardins de infância
e escolas mais avançadas foram o centro das atenções numa discussão sem
aprimoramento social. Isso atrasou a evolução das leis, dos métodos educacionais
e até mesmo o desenvolvimento da sociedade, em geral. Por mais que não existia
a tecnologia dos tempos atuais, existia a elaboração de brinquedos pedagógicos
e conteúdos, faltando à organização social, como espaços físicos, aplicação de
métodos adequados e principalmente o olhar mais crítico e conceitual da
Educação Infantil. As crianças não eram
vistas como indivíduos em fase de crescimento, mas sim como indivíduos que
devem ser preparados para serem adultos, negando a infância.
Os
antropólogos e sociólogos contribuíram nesse debate, demonstrando a importância
de como, para quem e quando ensinar. Essas contribuições permanecem até hoje,
discutindo se são válidas as metodologias dos educares no século XXI, pois
estamos na era da tecnologia, trazendo as dúvidas sobre os paradigmas
anteriores e os atuais.
No
Brasil, que se formou por um processo de colonização, também existiu o processo
de adequação das escolas, que por sua vez, só teve início a partir da abolição
da escravatura e da proclamação da república. Nessa época ainda se tinha uma
visão de desigualdade entres os colonizados, pois muitos escravos livres não
possuíam educação formal. Por esse motivo, tiveram que disponibilizar alguma
educação, mesmo não sendo formal. O desenvolvimento da educação até a
industrialização foi lenta e com muitas dúvidas, do qual estremeceu as bases da
elite, necessitando de uma população mais técnica, mais sábia e com direitos ao
desenvolvimento social. O Movimento das
Escolas Novas partiu da influência europeia e americana, porém, mesmo tendo
essa evolução, a criança carecia de educação, pois a sociedade brasileira
permaneceu com o estereótipo de que a criança deve ser somente cuidada, e não
educada.
No
século XXI, encontramos vestígios de metodologias ultrapassadas e falta de
investimento no setor educacional. Temos a Lei de Bases da Educação, mas a sua
aplicação em todo o território brasileiro é desigual, carecendo de melhorias em
infraestrutura e capacitação profissional. As crianças já são consideradas
indivíduos em processo de crescimento, possuindo fases, sendo uma delas a
infância, que conta com brincadeiras, cuidados, jogos, proteção por lei e
direitos para o desenvolvimento integral. Cabe a observação da história da
educação e a sua interpretação para desenvolver e estimular o setor educacional
da nossa sociedade, quebrando os velhos paradigmas para a melhoria contínua da
Educação Infantil.
5.
A IMPORTÂNCIA
DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Inúmeros estudiosos consideram a ação lúdica como
metacomunicação: a possibilidade da criança compreender o pensamento do outro.
No jogo simbólico, ao substituir o pedaço de madeira utilizado como telefone,
ao efetuar um raciocínio analógico, o brincar implica uma relação cognitiva e
representa potencialidade para interferir no desenvolvimento infantil. A idade
pré-escolar é considerada a fase áurea da vida, em termos de psicologia
evolutiva, pois é nesse período que o organismo estruturalmente capacitado para
o exercício de atividades psicológicas como, por exemplo, o uso da linguagem
articulada.
Brincar
implica troca com o outro, trata-se de uma aprendizagem social. Nesse sentido,
a presença do professor é fundamental, pois será ele quem vai mediar às
relações, favorecer as trocas e parcerias, promover a integração. Planejar e
organizar ambientes instigantes para que as brincadeiras aconteçam. Por meio do
brincar é que a criança vai significar real, tornar-se sujeito e partícipe.
6.
ESTÍMULOS
COGNITIVOS ATRAVÉS DAS BRINCADEIRAS E JOGOS
As brincadeiras e jogos são importantes, pois
desenvolvem diversos aspectos dos indivíduos, principalmente na fase
infantil. Coordenação motora e
habilidades pessoais são exemplos de estímulos cognitivos, pois todas as
atividades que são direcionadas – educacionais – disponibilizam momentos de
interação entre as crianças, objetos e linguagens. A felicidade da criança é determinada por
diversos fatores sociais e pessoais, do qual podemos citar a imaginação e a sua
expressão através de diversas linguagens. O professor atento a essa
característica compreende o universo em que a crianças está, e tem capacidade
de auxilia-la no caminho do desenvolvimento integral.
Outra
característica interessante é o desenvolvimento dos sentidos, como o olfato,
paladar, tato e visão. Os estímulos dos sentidos são interessantes não somente
pelo desenvolvimento pessoal, mas também a compreender que o mundo possui um
universo de conceitos e pessoas diferentes, como cegos, mudos e pessoas com
deficiências diversas. A busca do desenvolvimento integral das crianças não
pode ser distinta dos valores humanos, como o respeito.
O
vídeo assistido como fonte de pesquisa, demonstra diversas brincadeiras onde os
professores podem trabalhar o desenvolvimento das habilidades citadas.
Compreende também como atividades de estímulos cognitivos aquelas em que as
crianças participam também fora do ambiente escolar.
7.
BRINCADEIRAS NA
INFÂNCIA: BRINCADEIRA CAIXA DE SURPRESAS
A brincadeira Caixa de Surpresas estimula a
socialização das crianças, principalmente quando praticada na escola. As
crianças podem perder o medo de se expor ao mesmo tempo em que passam a
compreender o significado do trabalho em grupo. As tarefas que são colocadas
dentro da caixa podem ser engraçadas e estimulantes com intuito educativo. As
brincadeiras de roda auxiliam as crianças no desenvolvimento cognitivo e social
e físico-motor. O ambiente em que ocorre também faz parte do aprendizado e do
momento de lazer. Segundo Rau (2011,
p. 49)... “o termo lúdico remete as ações do brincar que se manifestam por toda
a existência humana, apresentando características de lazer”.
As brincadeiras possuem funções pedagógicas, e se aplicadas em ambiente escolar
amplia as informações a cerca do individuo. Por exemplo, a brincadeira Caixa de
Surpresas pode ser usada para receber novos alunos na turma, observar o
desenvolvimento social e psicológico.
As interações que as crianças estabelecem
entre si – de cooperação, confrontação, busca de consenso – favorecem a
manifestação de saberes já adquirido e a construção de um conhecimento
partilhado: símbolos coletivos e soluções comuns. (OLIVEIRA, 2011, p. 146).
Dentro de uma escola, nos momentos de brincadeiras
prevalece à tensão, passível de solução entre os próprios educandos através da
interação dos saberes em momentos de lazer.
8.
PROCEDIMENTOS E
MATERIAIS DA BRINCADEIRA CAIXA DE SURPRESA
Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papéis tarefas
engraçadas. Os papéis são colocados dentro de uma caixa. As crianças deverão
sentar em círculo para que a caixa possa circular de mão em mão, até a música
parar. Quem estiver com a caixa na mão no momento que a música parar deverá
tirar um papel da caixa e executar a tarefa.
 |
| Figura 1 Brincadeira da Caixa de Surpresas. |
9. RESUMO: livro–texto (PLT) - OLIVEIRA, Zilma R. de
(org.). Educação infantil: fundamentos e métodos. 7ª ed. São Paulo: Cortez,
2011.
CAPÍTULO
XIV p.193: “Os ambientes de aprendizagem como recursos pedagógicos”
O capitulo “Os ambientes de Aprendizagem como recursos
pedagógicos”, aborda a seguinte questão, espaço físico para a criança
principalmente educação infantil. Entre os séculos XIX e XX houve a
preocupação, porém ela acaba ao longo de políticos e etc. Sabemos que não é
nada fácil ter um ambiente perfeito para nossas crianças, pois há lugares que
não há condições financeiras para isso, há lugares que responsável não se
interessa e a lugares que até tem, mas não condiz com a proposta
pedagógica. Esse espaço é o que mais
precisa de planejamento, pois pode trazer para a criança medo, curiosidade,
calma, apatia, conforto entre outros, como: características psicofísicas e
higiênicas, precisa também ter um numero de criança estipulado.
Oliveira
(2011, p. 196) observa que “todo ambiente sem exceção é um espaço organizado”,
existem tipos de salas com poucos brinquedos e muitos berços ou mesas e
cadeiras. A pergunta feita é: esta dentro da proposta pedagógica? Pois não
adianta ter cantinhos em sala de aula e não haver uma proposta pedagógica, onde
impede a criança de brincar ou interagir com os colegas enfim, a sala deve ser
considerada como um campo de convivência e exploração, e deve ser muito
planejado. Sabemos que a criança reconhece o espaço físico desde cedo por isso
à importância de um planejamento.
O
planejamento além de tudo define algumas coisas como praticas social, contudo
devem-se haver preocupações com a funcionalidade a estética dos ambientes, a
organização e planejamento criam estruturas com todos que convive naquele
espaço. São muito importantes também outros espaços tipo parques, quadras,
pátios, sala de musica e informática, nesses espaços é onde a criança constroem
significados.
Notamos
que cantinho é muito falado nesse capitulo. Pois tem valorizada a organização
de áreas como: casinhas, polícia, supermercados, lojas, médicos etc. Onde
permite as crianças brincarem na quantidade que elas querem e a imaginação;
também é bom porque da para o educador dar atenção observar cada criança. Com o
Cantinho da para fazer varias atividades diferentes de roda de conversa, musica,
brincadeira, hora da fruta, teatro e muitos outros. Da para fazer muitas coisas
com o espaço e material proposto pela escola para o “cantinho” baste ter um bom
planejamento criatividade e ser um bom educador. Deve ser feito algo que
facilite a vida da criança como rotina.
Concluímos
que o Cantinho deve ser bem planejado, o espaço de toda aprendizagem também, pois
ele é importante na formação da criança, ela tem que se sentir acolhida,
estimulada e bem tratada.
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Denise
Maria de. Educação Infantil:
História, contemporaneidade e Formação de Professores. Disponível em:
http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe2/pdfs/Tema3/3117.pdf. Acesso
em: 01 agosto. 2013.
OLIVEIRA, Zilma
de Moraes Ramos de. Educação
infantil: fundamentos e
métodos. 7. ed. São Paulo:Cortez, 2011. 263 p.
RAU, Maria
Cristina Trois Dorneles. A
ludicidade na educação. 2.
ed. Curitiba: Cortez, 2011. 248 p.
A importância dos jogos e brincadeiras na educação
infantil. In: Revista Científica Eletrônica de Pedagogia, ano
V, jul, nº10, 2007. Disponível em:
http://www.revista.inf.br/pedagogia10/pages/artigos/edic10-anov-art04.pdf.
Acesso em: 4 setembro. 2013.
PASCHOAL,
Jaqueline Delgado. A história da
Educação Infantil no Brasil: avanços, retrocessos e desafios dessa
modalidade educacional. In. Revista HISTEDBR On-line. Disponível em:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33/art05_33.pdf. Acesso em:
01 agosto. 2013.
Site. Direcional Educador.com. Disponível em: http://www.direcionaleducador.com.br/curso-livre-sequencia-didatica-naeducacao-infanti/a-sequencia-didatica-no-planejamento-da-rotina.
Acesso em: 26 agosto. 2013.
Vídeo. Breve História da Educação no Brasil.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=eTYWvbW8XPw. Acesso em: 26 agosto. 2013.
Vídeo. As brincadeiras na educação infantil. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=MkugbRG9DB4. Acesso em: 13 set. 2013.
Figura 1. Brincadeira da Caixa de Surpresas. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/orientacoes/caixa-surpresa-tatilrecurso-didatico-eficiente.htm>. Acesso em: 20 setembro 2013.