terça-feira, 10 de dezembro de 2013

G5 - O trabalho com crianças com necessidades educativas especiais.


Crianças com necessidades especiais passaram a receber um tratamento diferenciado ao logo dos anos no que se refere a educação. Atualmente estão sendo inseridas no âmbito escolar a fim de inseri-las na sociedade.
O estatuto da criança e do adolescente garante que as crianças com necessidades tenham acesso ao ensino e que não sejam excluídas.
Os profissionais da educação tiveram que pesquisar metodologias de ensino e recursos diferenciados para garantir êxito no aprendizado e na inserção das crianças com necessidades especiais na escola. Existiu também a necessidade de os professores buscarem especialização para atender a demanda de alunos especiais.
O assunto abrange não só inserir as crianças especiais na sociedade, mas possibilitar para ela um mundo novo, onde ela possa interagir com o ambiente escolar, com outras crianças e aprender através disso tudo. 
O espaço físico deverá ser adaptado para elas de acordo com as suas necessidades.
A escola atualmente tem a preocupação de inserir a criança, antigamente quando a criança era diagnosticada com alguma necessidade especial ela era encaminhada para uma escola destinada ao tipo de deficiência dela



Respeito à diversidade

No que diz respeito à diversidade, preconceitos, rótulos, discriminação é inevitável o convívio com o cotidiano. São através das vivências de cada pessoa que configuramos as formas mais eficazes para se trabalhar os comportamentos e atitudes. Nesse contexto temos que enfatizar que grande parte do que é aprendido pelas crianças provêm dos exemplos observados nas ações dos adultos, portanto, devemos considerar necessário desenvolver uma atenção mais particular, principalmente, para as crianças com necessidades especiais, devido as suas características peculiares e por estarem mais sujeitas a discriminação. Assim, permitimos que o diferente torne-se muito mais presente no nosso dia a dia, pois na maioria dos lugares que frequentamos, muitas vezes, nos deparamos com alguém diferente seja no visual, aparência, sexo, deficiência, cultura, etnia, entre outros.
A partir disso torna-se necessário, pelo educador, desenvolver um olhar diferenciado de que proporcione a formulação de um planejamento mais adequado às necessidades presentes, bem como para instituir um currículo escolar que compreenda as diversidades de forma respeitosa.




Poesia de Pedro bandeira – “Vai já pra dentro Menino”


“Como eu vou saber da terra,
se eu nunca me sujar?
Como eu vou saber das gentes,
sem aprender a gostar?
Quero ver com os meus olhos,
quero a vida até o fundo.
Quero ter barro nos pés,
eu quero aprender o mundo!”
(Pedro Bandeira)




Sequência didática para sala de aula 4° ano do ensino fundamental

OBJETIVO

1.    Estimular o prazer, o interesse e a satisfação do aluno pelo habito de leitura;
2.    Introduzir termos novos, ampliando o vocabulário em português e em libras;
3.    Favorecer o entendimento das características textuais da poesia;
4.    Interpretar o texto em libras;
5.    Estimular o uso de libras como língua que desenvolva o processo cognitivo dos alunos e seu uso como língua de instrução.

HABILIDADES

1.    Ler a poesia com entusiasmo;
2.    Recontá-la quantas vezes forem necessários para o bom entendimento dos alunos;
3.    Utilizando a libras como língua de instrução e os recursos que ela oferece.

CONTEÚDO

Leitura, reconto e interpretação.

MATERIAL

Livro de poesia;
Fichas com desenho.

Série: 4° ano do ensino fundamental.
Tempo estimado: 01 semana.

SITUAÇÃO DIDÁTICA

Etapa1: roda de conversa, perguntar aos alunos se eles conhecem a poesia usando como apoio os versos de rodas atuais;
Etapa2: ler a poesia em português e em libras e recontá-la;
Etapa3: pedir para um aluno surdo que reconte a poesia para os colegas;
Etapa 4:  trabalhar com formação de palavras - Texto lacunado; Cruzadinhas.





G5 - Os ambientes de aprendizagem com os recursos pedagógicos


           Atualmente reconhece-se que o ambiente de aprendizagem existentes nas creches e pré-escolas é determinante para um bom desenvolvimento intelectual, psicomotor, social e autônomo das crianças.

Com relação a estes espaços entende-se que quanto maior for a valorização dos conteúdos, das atividades, dos elementos que constituem esse ambiente, como das próprias relações existentes entre os indivíduos que coabitam esses meios, maior e melhor se processará o crescimento da criança em seus vários âmbitos.
Portanto, através desse pré-entendimento por educadores, instituições escolares, busca-se proporcionar ambientes cujo conteúdo (objetos – livros brinquedos, cartazes, argilas, etc.; mobiliário-mesa, cadeiras, armários, gangorras, escorregadores, etc.), as atividades (brincadeiras – de médico, dentista, supermercado...); os horários (de vídeo, leitura, descanso...); e os espaços (solários, sala de aula, jardins com grama, relevo, pátios cobertos, parques...) estruturem-se de forma a gerarem uma organização educacional adequada que consiga beneficiar e desenvolver a criança em seu todo, físico, psíquico e social.
Através de uma disposição orientada dos artifícios que compõe o espaço em que a criança está inserida observa-se que a mesma começa a agregar significações das coisas que a cercam, estabelecem e compreendem suas representações, aperfeiçoam os sentidos, a percepção, as sensações, aprofundam a leitura e a escrita, a imaginação. Experimentam mais intensamente as relações interpessoais (aluno-aluno; professor-aluno), e as inter-relações com o meio e seus componentes.
Com a implantação dessa nova estrutura que se volta para a criança, proporciona a está uma sensação de segurança que consequentemente refletirá em uma autonomia, na qual a criança irá desenvolver atividades que deixam de ser tão subordinadas as ações dos educadores, passam a desenvolver caminhos próprios, a delimitar espaços – “os cantinhos” , criam sua própria conduta abstraindo-se do direcionamento comum, assumem seus próprios riscos e obtém mais informações sobre o mundo que a cerca, promovendo seu prospero desenvolvimento.
Está claro que o aperfeiçoamento dos ambientes de aprendizagem atrelam os alunos, como elementos “articuladores”, por definirem, de certa forma, um meio mais adequado as suas necessidades. Atrelam os educadores como veiculadores das transformações mais adequadas desse meio, por participarem do processo contínuo de evolução dos educando através de uma constante observação destes e da compreensão das suas necessidades com relação a esse ambiente de aprendizagem. Como também atrela a instituição escolar, por ser esta responsável pelo espaço extraclasse, o qual deve possuir os elementos adequados para gerar a estimulação, a imaginação, a criação da criança do período de creches e pré-escolas.
Tudo o que se é observado, colhido, recriado e transformado por todos os indivíduos envolvidos nesse processo de desenvolvimento da criança, nesta faixa etária, é de fundamental importância, pois, somente através dessas experiências e destes estudos é que se pode criar um ambiente de aprendizagem mais em conformidade com as necessidades de cada educando.



G5 - A importância dos jogos e brincadeiras na educação infantil.


 Pesquisas no campo da psicologia comprovam que brincadeiras e jogos durante a infância auxiliam no aprendizado atingindo os mais amplos sentidos da criança. Por meio das brincadeiras e das atividades lúdicas as crianças aprendem a lidar com o mundo real, ao simular o papel de bombeiro, médico, mamãe, papai, ou monstro, entre outros personagens. Elas se socializam com o meio em que vivem, desenvolvendo as funções psicológicas superiores como atenção, memória, e psicomotricidade.

A compreensão, participação, orientação das atividades lúdicas é função do educador. Este deve criar o espaço lúdico considerando que a brincadeira favoreça o desenvolvimento da auto-estima, da criatividade, das noções de regras e também dos papéis sociais, através dessa fundamentação teórica reafirmamos a importância dos jogos e brincadeiras na educação infantil.

O quê a criança pode fazer hoje com a ajuda dos adultos ou dos iguais certamente fará amanhã sozinha. Assim, isso significa que se pode examinar, não somente, o que foi produzido por seu desenvolvimento, mas também o que se produzira durante o processo de maturação.


Referência
“A importância dos jogos e brincadeiras na educação infantil”. In revista Científica eletrônica de Pedagogia, ano V, jul, n 100, 2007. Disponível em: http://www.revista.inf.br/pedagogia10pages/artigos/edic10-anovart04.pdf>. Acessado em: 6 de set. de 2013.




G5 - HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL EUROPEIA E BRASILEIRA


A história da Educação Infantil na Europa teve como início estudos de médicos e psicólogos que visavam não só o bem estar social das crianças, mas também a evolução do intelecto. Como o próprio texto do livro OLIVEIRA (2005, p.73) afirma:

“O psicólogo francês Alfred Binet defendeu , em 1898, a ideia de “pedagogia experimental” e deu início a elaboração de escalas e teste de avaliação das funções psicológicas, os quais iriam exercer grande influência nas futuras gerações de educadores.”

 A Educação Infantil Europeia contou com métodos, teorias e a aplicação de médicos que eram interessados pela Educação Infantil, tais como, Ovídio Decroly e Maria Montessori. Decroly elaborou atividades didáticas que visavam o funcionamento psicológico e do intelecto, também trabalhava com crianças excepcionais. Montessori elaborou materiais didáticos para o desenvolvimento motor e sensorial das crianças.
Após a Primeira Guerra Mundial destacaram-se alguns pedagogos e psicólogos, tais como, Vygotsky na década de 20 e 30, Wallon e Piaget, estes são alguns dos principais nomes do ensino e precursores sobre metodologia de Ensino Infantil. Destaca-se também após a Primeira Guerra Mundial o início do movimento das escolas novas, onde muitos se posicionavam a favor de um ensino voltado especificamente para a criança, com atividades voltadas para o desenvolvimento infantil e que não visava preparar para a vida adulta. Não podemos deixar de citar também Freinet que defendia a ideia de que a educação que era dada às criançasdeveria ir além das salas de aula e interagir com as experiências vividas em no ambiente social, entre outros métodos por ele elaborados.
A Educação Infantil na Europa sempre teve a influência de teorias, estas apontavam que a estimulação das crianças deveria ser precoce.
Durante o século XX ocorreram várias mudanças no Ensino Infantil, muitas teorias sendo aplicadas, criação de escolas voltadas exclusivamente para o ensino das crianças, foram criados os “play groups”, locais onde os pequenos, filhos de pais abastados podiam desenvolver através de brincadeiras, onde também os pesquisadores podiam avaliar  possíveis problemas saúde física ou mental.
Enquanto alguns estudiosos acreditavam que o desenvolvimento da criança só se daria por meio de estímulos precoces, outro estudioso acreditava que a separação precoce de mães e filhos poderia ser prejudicial no desenvolvimento sadio da criança, essa era a teoria de Jonh Bowlby.
Ao longo do século XX não só os médicos, pedagogos e psicólogos foram os que contribuíram para a transformação da Educação Infantil, a evolução da educação Europeia teve também a contribuição dos antropólogos e sociólogos, que através de suas teorias sociais e culturais elaboraram métodos e práticas educativas, tornando inovador  alguns modelos do Ensino Infantil.
 Atualmente na Europa a Educação Infantil de cada país segue seu método e práticas de ensino, alguns acreditam que o ensino deve começar com 5 anos de idade, outros com 6 e 7 anos. Algumas escolas vivem de recursos públicos, empresas e também de recursos dos pais. Para ser um educador infantil científico, somente em alguns países com Bélgica, Grécia e Espanha é exigido diploma universitário.
A Educação Infantil no Brasil acompanhou o que acontecia no mundo, contendo algumas particularidades. Como em meados de do século XIX, o país era movido pela atividade rural, pouco se via sobre creches ou parques infantis. Após a abolição da escravatura, foi quando ocorreu à mudança do centro rural para o urbano e muitas crianças filhos de ex-escravos ficaram perambulando pelas ruas e praças, a partir daí surgiu a ideia de criar entidades de amparo devido ao alto índice de mortalidade infantil.  Neste período apenas crianças filhos de pessoas ricas tinham acesso ao Movimento de Escolas Novas trazido da Europa para o Brasil.
Após a proclamação da república, houve uma mudança no quadro de trabalho, foram abertas fábricas que necessitavam de mão de obra, mas muitos homens trabalhavam na lavoura, então começaram a contratar as mulheres, muitas mães, não tinham com quem deixar os filhos, então foi assim que algumas mães deixavam seus filhos com mulheres cuidadoras e que cobravam por isso.  Quando os europeus vieram para o Brasil em busca de trabalho, começaram a suprir a necessidade da mão de obra masculina e trouxeram alguns membros politizados que lutava por melhorias de trabalho e inclusive na questão de onde as mães deixarem os filhos para ir trabalhar. Foi quando alguns empresários depois de negar as solicitações dos trabalhadores, começaram a pensar que seria melhor tê-los ao seu lado, então criaram vilas, clubes esportivos, creches e maternais para os trabalhadores, pensando no melhor rendimento do operário e numa forma de mantê-lo sempre constante vigia.
A Educação Infantil brasileira desde então tinha duas formas, a educação voltada aos filhos de pais ricos, cujo havia um conteúdo voltado para formação das crianças baseada no Movimento da Escola Nova trazido da Europa e a outra forma normalmente era uma entidade assistencialista que visava apenas retirar as crianças da rua, para redução da mortalidade infantil e resolver problemas de saúde pública.
Em meados dos anos 40 foram implantadas nas entidades que eram voltados para o atendimento à criança, atendimento médico, voltado à saúde. Até a década de 50 havia poucas creches fora das empresas e estas eram mantidas por entidades religiosas, que com o passar do tempo passaram a receber ajuda do governo e de famílias ricas.
Em 1961 ocorreu um fato importante para a educação brasileira, a criação da LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, com a criação da lei muitas mudanças ocorreram, tais como, a inclusão do jardim de infância como sistema de ensino. A regulamentação de que crianças de até 7 anos de idade receberiam a educação pré-primaria e seriam ministradas aulas na nos jardins de infância ou maternais.
A educação, hoje no Brasil, conta com melhor infraestrutura, boa formação de professores, material didático, inovações tecnológicas e muitos outros aspectos que deveriam favorecer a aprendizagem, mas não é o que os indicadores de aprendizagem mostram.
Os indicadores como o SAEB – Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Básico -, e ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio -, entre outros apontam resultados que não condizem com os investimentos feitos na área. É muito comum ouvir queixas de professores tais como: os meninos de hoje não leem, decodificam – faltando a eles a compreensão do que é ler, chegando ao final da educação básica com muitas deficiências em ler e escrever.
Segundo dados do PISA – Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes -, 13% dos estudantes europeus saem analfabetos da educação básica, no Brasil a coisa é ainda pior, dentre os analfabetos funcionais temos cerca de 2% totalmente analfabetos, 13% analfabetos rudimentares e entre os funcionalmente alfabetizados encontramos cerca de 55% alfabetizados básicos, de acordo com dados do INAF- Indicador de Analfabetismo Funcional - 2009.
São louváveis as ações criadas para melhoria da educação, como projetos criados com foco na leitura e escrita para os anos iniciais do ensino fundamental, que nem sempre são bem sucedidos, pois obrigam os educadores a trabalharem em formação continuada descaracterizando a condição individual de cada aluno.

Referência

Revista Nova Escola. “Uma lenta caminhada.” Michele Silva fonte INAF Brasil 2009. Disponível: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/avaliacao/uma-lenta-caminhada-analfabetismo-funcional-alfabetismo-inaf-instituto-paulo-montenegro-leitura-escrita-518768.shtml. Acesso em 08 de setembro de 2013.